História

XV Rally de Portugal Histórico

4 A 9 DE OUTUBRO DE 2021

Após um ano de interrupção devido à situação pandémica vivida em todo o mundo, o Rally de Portugal Histórico fez-se novamente à estrada para a tão aguardada 15ª edição. Como sempre, o itinerário foi secreto e seletivo, não obstante de passar por alguns dos locais mais emblemáticos do país, que noutros tempos escreviam a história do Rally de Portugal. 

A competitividade e a determinação foram as bandeiras levadas para a edição deste ano. Ao longo dos cinco dias de prova, cinco foi também o número de comandantes que tomavam controlo e oito as mudanças de líder – dando a entender, para quem atentamente assistia, que a emoção se vivia à flor da pele. Duas equipas terminaram empatadas na liderança, numa altura em que já estava cumprida mais de 60% da quilometragem total. Após um domínio a meio da segunda etapa pela dupla belga Yves Deflandre/Jennifer Hugo, ao volante do Porsche 911, a equipa francesa Christophe Baillet/Pierre Colliard, conduzindo o mesmo modelo, iniciou uma notável recuperação ao longo do dia e passou a dividir a liderança à chegada a Viseu, deixando no entanto, em aberto, a questão de quem subiria ao topo do pódio.

O nível de ansiedade dos espectadores só acalmou quando se coroou um vencedor. No final, cumpridos mais de 1850 quilómetros de prova, foi Christophe Baillet a assegurar o título e a contar a sua primeira vitória no Histórico. O percurso não foi fácil — aliás, Baillet passou por alguns problemas com a caixa de velocidades —, mas assim que se conseguiu distanciar significativamente de Deflandre, que ficou em segundo, nas primeiras especiais da derradeira etapa, apenas tinha de gerir o ritmo, a concentração e a maneira como manuseava o carro, particularmente pelos traiçoeiros troços de Sintra. 

Philippe Fuchey subiu ao pódio, ainda que numa pequena distância, ficando em terceiro lugar, também representado por um Porsche 911. Há ainda um destaque importante para a dupla Rodrigo Teixeira/João Azeiteiro, em BMW E30 325i, que conquistou a quinta posição e o melhor resultado entre pilotos portugueses. A equipa nacional chegou a dominar a prova, dando a entender que o rali poderia contar com mais uma vitória portuguesa; no entanto, foram ultrapassados por uma hegemonia da marca austríaca, e ainda pelo Renault 11 Turbo da dupla espanhola Alvaro Ochagavias/Manuel Macho. 

No final — e apesar das imprevisibilidades que os últimos dois anos deixaram o mundo — o rali terminou de forma familiar, com a chegada ao famoso palco dos Jardins do Casino Estoril, onde os espectadores se fizeram sentir em peso e com o almoço de entrega de prémios no Autódromo do Estoril, integrado no evento Estoril Classics. 

5 A 10 DE OUTUBRO 2020

Resultado da pandemia provocada pelo Covid-19, o Automóvel Club de Portugal não realizou o Rally de Portugal Histórico em 2020, por "não estarem reunidas as condições de garantir que a prova possa ser vivida e desfrutada em pleno e em segurança para todos". A edição com data agendada entre os dias 5 e 10 de outubro, e enquadrada no Estoril Classics, foi adiada para o ano seguinte a fim de que estejam agrupadas as medias de prevenção adequadas e impostas por este tipo de evento. 


XIV Rally de Portugal Histórico

7 A 12 DE OUTUBRO 2019

A 14ª edição do Rally de Portugal Histórico arrancou sem grandes alarmes nem surpresas. Com tudo a postos, deu-se a já conhecida partida dos Jardins do Casino Estoril com um pelotão de 85 equipas inscritas para um dos ralis mais duros do circuito europeu. No entanto, o início mundano não invalidou a presença de novidades neste ano. 

A primeira foi o regresso ao Kartódromo de Fátima, para aquela que foi a primeira Prova de Regularidade por setores. Já a tomada pelos lugares do pódio fez-se ao longo dos 5 dias de prova, com momentos incertos e de imensa tensão, dando a entender que a chegada ao primeiro lugar estava à conquista de qualquer um. A passagem no Mondego foi feita à companhia do pôr do sol com a dupla Paulo Marques/João Martins na liderança da prova, ao volante de um BMW 1600, de 1969. Atrás dos portugueses, seguia Christophe Berteloot/ Baptiste Gengoux, num Porsche 911 SC, a contabilizarem uma distância mínima — na Figueira da Foz, por exemplo, era apenas de 0,5 segundos.

A edição de 2019 terminou vitoriosa para Philippe Fuchey, nesta que foi a sua primeira vitória. O piloto francês nunca deixou os olhos fora de uma possível liderança, após dez classificativas a oscilar entre o nono e o quarto posto. Assumiu assertivamente o comando em Arganil e assim se manteve até ao fim da prova. Quem ameaçava roubar-lhe a vitória era Michel Decremer. O belga ofereceu uma luta desmedida, mas saiu de cena antes da primeira passagem pela Lagoa Azul, tendo problemas com a junta da cabeça. Acabaou por abandonar a prova. 

Quem também beneficiou desta desistência foi Marco Fernandez Adan. Aos comandos de um Ford Escort, o espanhol começou a prova de trás para a frente, subindo e descendo de forma gradual entre o top 10. Terminou em segundo lugar, ao entrar no pódio em Vouzela. As três primeiras posições ficaram assim marcadas por países vizinhos do velho continente, com o terceiro lugar a ser alcançado pela dupla espanhola Dacal — Ricardo e Pablo —, que se impôs a Paulo Grosso e Susana Cordeiro, os portugueses que conquistaram o quarto lugar, a melhor classificação nacional. 

A passagem por Sintra foi, como dita a tradição, um momento quente da prova — quente por ser um dos troços mais aguardados, mas também porque o próprio tempo proporcionou a todos aqueles que marcaram presença uma noite típica de verão, sem chuva nem grandes ventos. Desta vez, Ari Vatanen e Mikko Hirvonen fizeram as honras de abrir o caminho pelas longas estradas de Sintra, ainda com direito a um pião perfeito por parte de Hirvonen.

XIII Rally de Portugal Histórico

2 A 6 DE OUTUBRO 2018

A 13ª edição do Rally de Portugal Histórico ficou marcada essencialmente por novas conquistas e novos caminhos. Depois da tradicional partida dos Jardins do Casino Estoril, rumo à Figueira da Foz, os pilotos tiveram a oportunidade de, pela primeira vez, pisar a terra e o cascalho de Lousada e Fafe, que se estrearam no circuito da prova ao segundo dia, em percursos que priorizavam a velocidade e a destreza. 

Outra novidade aludiu à lista de inscritos, que este ano contou com 87 equipas — um número inferior quando em comparação com as centenas de participantes com as quais edições passadas habitualmente contavam. De qualquer forma, a emoção e a paixão marcaram a presença ao longo dos vários dias de prova, quer por parte de quem comandava o volante, como de quem assistia nas bancadas. Nomes de peso, como Miki Biasion, vencedor de três edições do Rally de Portugal, e Stig Blomqvist, campeão do Mundo, marcaram presença acompanhados por um Lancia Delta e por um Audi Quattro respetivamente.

A equipa vitoriosa foi, no entanto, a dupla de João Vieira Borges/João Serôdio, ao volante de um Porsche 911 Carrera 3.2, de 1985, que não só chegou ao topo do pódio pela primeira vez, como viu uma melhoria gradual dos resultados das últimas edições – um terceiro lugar em 2016, seguido de um segundo em 2017. Viera Borges acabou por se revelar o homem certo, no local certo, e à hora certa, quando Philippe Fuchey, o piloto que comandava a vantagem na altura, cometeu dois erros na SS13, que se traduziram num ponto final a qualquer hipótese de alcançar o pódio.

Atrás na classificação ficou Yves Deflandre, copilotado por Jennifer Hugo. Deflandre é uma figura conhecida e cuja história nesta prova é ímpar: quatro participações que resultaram em duas vitórias e dois segundos lugares. Já a terceira posição do pódio foi para Michel Decremer e Patrick Lienne, numa estreia impressionante para a dupla no Rally de Portugal Histórico, após uma prestação desditosa e pérfida, que fez com que perdessem a embraiagem do carro ao meio percurso.

Os portugueses Paulo Marques e João Martins terminaram em quarto, uma posição que levemente fugiu do recorde de terceiros lugares que Marques estabeleceu em 2011, 2013 e 2014 — o único piloto a concluir tal feito. 

Como é tradição na história deste Rally, Sintra voltou a ser o grande momento da prova, especialmente em 2018 com o regresso do Slalom do Autódromo do Estoril, que rivalizou ombro a ombro com as noturnas corridas na Serra de Sintra. E como não se fazem tradições sem pessoas, muitos foram os troços que contaram com uma afluência significativa de público, que não deixou de apoiar os pilotos. 



XII Rally de Portugal Histórico

2 A 8 DE OUTUBRO 2017

Foi com perto de uma centena de participantes que a 12ª Edição do Rally de Portugal Histórico foi para a estrada para levar a cabo um percurso na ordem dos 2.000 km com algumas novidades. Após a tradicional partida nos Jardins do Casino Estoril e a PRS do Circuito Estoril, o pelotão rumou à Figueira da Foz para aquela que foi a primeira visita da prova à cidade desde 2011. Daí, a rota levou pilotos e máquinas a Arganil, Viseu, Lamego, Douro Vinhateiro, Aguieira, Leiria e, como não podia deixar de ser, às duas especiais noturnas de Sintra antes de mais uma chega aos Jardins do Casino Estoril.

A chegada à cidade foz do Mondego fez-se com Paulo Marques (BMW 1600-2 de 1969) na frente da classificação, mas com margem muito escassa, o que deixava antever competição animada. E a verdade é que foi isso mesmo que aconteceu.

Yves Deflandre, vencedor de 2016, assumiu a liderança com o Porsche 911 de 1972 logo na manhã seguinte para não mais a perder, mas não se pode dizer que a prova tenha sido um passeio. O belga conseguiu grande vantagem, mas em Sintra viu a margem reduzida para metade... Um pequeno susto ao cair do pano que, ainda assim, não o impediu de conquistar o segundo triunfo consecutivo. Semelhante foi a prestação de João Vieira Borges. O homem do Porsche Carrera 911 de 1985 também não demorou a chegar ao intermédio do pódio e, na impossibilidade de lutar pela vitória, optou por garantir de forma inquestionável o segundo posto. Um resultado que dá continuidade à melhoria de prestações na prova do Automóvel Club de Portugal.

Surpresa maior foi o terceiro posto. Ao cair do pano, após a segunda passagem por Sintra, Paulo Grosso acabou mesmo por subir ao mais baixo do pódio com o Porsche 911 de 1968. Dirk van Rompuy ocupava o terceiro lugar o Opel Ascona de 1979, mas depois de uma prova complicada deparou-se com problemas em Sintra 2 e viu a vantagem que tinha esfumar-se para acabar na quarta posição, ainda assim como vencedor entre os H5.

Quanto aos restantes vencedores, Pedro Camilo foi o melhor nos H4 ao levar o Fiat 127 de 1976 ao 64º posto da geral. No C1 a vitória foi de Christian Roussel, que colocou o Volkswagen 1200 de 1961 na 49ª posição. Pedro Mendes Alves levou o Alpine Renault A-110 de 1964 ao triunfo na C2, com o 66º lugar, e Neil Revington rodou com o Triumph TR4 de 1962 à vitória na C3, com a 55ª posição da geral. Já que no que toca a Teams, o triunfo foi da Maquisard, composta pelos carros números 30, 33, 34, 65 e 82.

Classificação Final

XI Banco BIC Rally de Portugal Histórico

3 A 8 DE OUTUBRO 2016

Os dez anos do Rally de Portugal Histórico, pela terceira vez com o apoio do Banco BIC, contou com uma significativa lista de 120 formações inscritas para levarem um percurso que, como sempre, retrata a história do Rally de Portugal com partida e chegada dos Jardins do Casino Estoril e passagem por Tomar Aguieira, Espinho, Lamego, Viseu, Arganil, Leiria e as incontornáveis especiais noturnas da Serra de Sintra.

Com um início de prova cauteloso e depois com problemas no início da segunda etapa, João Mexia, vencedor das três edições anteriores, ainda tentou recuperar o tempo perdido, mas cedo se viu que ficaria arredado da luta pela vitória. Enquanto isso, os belgas Yves Deflandre e Joseph Lambert, em Porsche 911, rodavam de forma exímia para destronarem o primeiro líder da prova, Dirk van Rompuy (Opel Ascona) que, com o navegador Jens Vanovershelde, descia para terceiro, atrás de Michel Decremer e Yannick Albert (Opel Ascona 400).

Deflandre e Decremer conseguiam manter a vantagem na frente no terceiro dia de competição, enquanto Rompuy ficava pelo caminho e Philippe Fuchey e Christophe Hayez (Porsche 911 SC) subiam ao mais baixo do pódio. Contudo, as exigências da prova de Regularidade do Automóvel Club de Portugal, uma das mais prestigiadas da Europa, continuaram a fazer-se sentir no derradeiro dia de competição. E se Deflrandre foi o único a resistir para se estrear a vencer, o mesmo não se pode dizer dos outros dois.

Drecmer acabou por cair para quinto e Fuchey para quarto, abrindo assim portas à subida de Dominique Holvoet e Bjorn Vanoverschelde (Toyota Celica 2.7) ao segundo lugar e de João Borges e Jorão Seródio (Porsche 911 Carrera 3.2) ao terceiro posto.

Classificação final

X Banco BIC Rally de Portugal Histórico

5 A 10 DE OUTUBRO 2015

A celebração das dez edições do Rally de Portugal Histórico fez-se com invejável lista de 102 formações inscritas à partida do Banco BIC Rally de Portugal Histórico nos Jardins do Casino Estoril, no dia 6 de Outubro.

Entrando ao ataque, João Mexia, que já tinha ganho em 2014, assumiu a liderança da prova, mas a conquista do terceiro triunfo consecutivo não foi tarefa fácil. Os problemas sentidos no Porsche no final do segundo dia de prova relegaram o luso para o segundo posto, atrás de Yves Deflandres, mas Mexia não baixou os braços e começou a recuperar.

No último dia de prova os belgas perderam-se na Freita, o que se revelou determinante. Sozinhos na frente, João Mexia e Nuno Machado acabaram por levar o Porsche 911 (1973) a mais um triunfo, desta feita à frente de Michel Decremer e Albert Yannick (Opel Ascona de 1981) e de Juan Dacal Feijoo e Pablo Dacal Franco (Porsche 911-T, de 1968).

José Carvalhosa Dias e Nuno Rodrigues (Porsche 911, de 1965) foram os vencedores dos Clássicos Classe 2, com o oitavo posto da geral, enquanto Christian Roussel e Fredéric Bastat (Volkswagen 1200, de 1961) triunfaram nos Clássicos Classe 1, em 48º da geral. Com Mexia a vencer os Históricos Classe 6 e Decremer os Históricos Classe 5, o triunfo nos Históricos Classe 4 foi para Pedro Black e José Segarra Marques, que colocaram o Datsun 1200 (1972) no 15º posto da geral.

Classificação final

IX Banco BIC Rally de Portugal Histórico

6 A 12 DE OUTUBRO 2014

João Mexia Leitão e Nuno Sales Machado, aos comandos do Porsche 911 (1973), andaram sempre os sete primeiros e começaram a escalada rumo ao topo da classificação logo na segunda Secção para não mais pararem. Depois de uma primeira passagem pela liderança da prova após a 4ª Secção, a dupla portuguesa colocou-se definitivamente no primeiro posto da classificação a 32ª do Banco BIC Rally de Portugal Histórico para não mais a perder até ao final e triunfar com 109,4 segundos de margem sobre o rival mais próximo.

Já com a vitória praticamente garantida após a Especial do Kartódromo dos Milagres, em Leiria, os portugueses mantiveram um ritmo consistente e depois de um modesto 15º lugar no troço Lagoa Azul/Peninha, fecharam a participação no evento do ACP com o terceiro posto na classificativa de Sintra.

Atrás deles ficaram Dominique Holvoet/Bjorn Vanoverschelde. Os belgas do Toyota Cellica GT 1600 (1971) garantiram o segundo posto ainda na parte da manhã da 4ª Etapa e depois de vários resultados entre os cinco primeiros ao longo do dia de ontem, apresentaram uma prestação mais modesta durante a noite, principalmente na Serra de Sintra, mas que não perigou em nada o intermédio do pódio.

No mais baixo do pódio ficou outra dupla nacional no que parece ser uma nova tendência no Banco BIC Rally de Portugal de Histórico, com os pilotos da casa a imporem-se mais na prova depois de alguns anos de domínio gaulês. Paulo Marques e João Martins repetiram o resultado do ano passado ao terminarem no terceiro lugar. Os homens do BMW 1600 (1969) também se mostraram muito fortes no último dia de prova, gerindo muito bem a vantagem que detinham para os adversários para terminarem a 51 segundos dos belgas e com 76,1s de margem sobre o quarto posto de Michel Decremer/Yannick Albert (Opel Ascona, de 1981).

Classificação final

VIII Rally de Portugal Histórico

7 A 11 DE OUTUBRO 2013

Após quatro edições com vencedores estrangeiros, o ano de 2013 marcou o regresso dos portugueses ao mais alto do pódio do Rally de Portugal Histórico, com a dupla João Mexia / Nuno Machado, aos comandos do Porsche 911 Coupé de 1973, a levar a prova de vencida.

Foi de muita competitividade que se fez este Rally de Portugal Histórico 2013, com a prova a conhecer seis líderes diferentes e 16 vencedores ao longo das 46 Especiais propostas pelo ACP Motorsport para a oitava edição da prova.

Após nove trocas na frente da classificação até meio da 3ª Etapa, mais concretamente até à 21ª Especial, o Rally teve pela segunda vez dois pilotos empatados no topo da tabela, altura a partir da qual a dupla João Mexia/Nuno Machado colocou definitivamente o Porsche 911 Coupé (1973) na primeira posição e de imediato tratou de começar a distanciar-se dos demais rivais para levar a cabo um final de prova muito tranquilo.

Mas este não foi o único factor determinante para o resultado final. Um erro por parte da dupla belgo-luxemburguesa Yves Deflandre/Joseph Lambert (Porsche 911 de 1972) foi também preponderante para o resultado final. Os segundos classificados do Rally de Portugal Histórico 2013 perderam 105,3 segundos para os primeiros, deitando por terra todas as aspirações que tinham de vencer. É certo que o belga deu tudo para reduzir o atraso ao triunfar em oito especiais, mas o luso respondeu exactamente da mesma forma para terminarem ambos como os pilotos com mais vitórias em Especiais.

Classificação final: 1º, João Mexia/Nuno Machado (Porsche 911 Coupé, 1973), 487,3 pontos; 2º, Yves Deflandre/Joseph Lambert (Porsche 911, 1972), 592,1 pts; 3º, Paulo Marques/João Martins (BMW 1600, 1969), 753,4 pts; 4º, Marcos Fernandez/Victor Manuel Carballo Otero (Porsche 911 SG GR4, 1982), 844,1 pts; 5º, Cipriano Antunes/António Serrão (Audi Quattro, 1981), 886,0; 6º, José Carvalhosa Dias/Nuno Rodrigues (Porsche 911, 1965), 1371,6 pts; 7º, Aníbal Rolo/João Botequilha (Datsun 1200, 1974), 1682,6 pts; 8º, Álvaro Ochagavias Temino/Eduardo Ansotegui Sarasqueta (Porsche 911T, 1973), 1914,0 pts; 9º, Berteloot/Collovald Raymond (Porsche 914.6/GT, 1973), 1952,9 pts; 10º Didier Corvi/Vincent Legenne (Renault 5 Alpine Turbo, 1982), 2523,1 pts.

VII Rally Portugal Histórico

10 A 15 DE OUTUBRO 2012

Se em 2009 e 2010 José Lareppe assinou duas segundas posições na prova, na edição do ano passado da Rally Portugal Histórico o belga bisou no mais alto do pódio com o Opel Kadett GTE de 1998.

O antigo Campeão da Europa de Regularidade iniciou a jornada competitiva na quarta posição da geral ao cabo do primeiro dia, mas no final da segunda Etapa anulou por completo o atraso e passou para a liderança com uma margem que não mais parou de crescer.

Enquanto isso, o seu compatriota Daniel Reuter, em Porsche 914/6 de 1970, fazia o caminho inverso para levar a cabo o resto do Rally no segundo posto, posição em que terminou com confortável vantagem sobre o espanhol José Otegui e o seu Audi Quattro de 1981.

O melhor piloto nacional foi João Mexia Leitão, que terminou no quarto posto com o Porsche 911 Coupé de 1973, isto depois de ter terminado o primeiro dia do Rally na 16ª posição.

Classificação final: 1º, José Lareppe/Joseph Lambert (Opel Kadett GTE – 1978), 475,9 pontos; 2º, Daniel Reuter /Robert Vandevorst (Porsche 914/6 – 1970), 650,8; 3º José Otegui/Jose Miguel Otegui (Audi Quattro – 1981), 804,8; 4º João Mexia Leitão/Nuno Sales Machado (Porsche 911 Coupé – 1973), 829,8; 5º Marcos Fernández Adan/Gaspar Sierra Osorio (Porsche 911 T – 1969), 856,3; 6º Philippe Fuchey/Frederic Cancel (Porsche 911 SC – 1978), 1034,5; 7º Cipriano Antunes/António Caldeira (Audi Quattro – 1981), 1246,3; 8º Rafael Fernandez Cosin/Julen Martinez Huarte (Alfa Romeo 2000 GTV – 1973), 1280,8; 9º Raul Aranda Martin/Iker Reketa (Mercedes- 450 SLC 5.0 – 1979), 1400,3; 10º João Vieira Borges/João Serôdio (BMW 635 Csi – 1980), 1489,8.

VI Rally de Portugal Histórico

11 A 15 DE OUTUBRO 2011

Depois de dois segundos lugares nas duas últimas edições do Rally de Portugal Histórico, o belga Jose Lareppe, em Opel Kadett GTE de 1978, conseguiu finalmente inscrever o seu nome na lista de vencedores da prova, demonstrando porque no passado já foi campeão europeu de provas de regularidade.

Lareppe aproveitou da melhor forma a ligação entre Viseu e Cascais para ascender à primeira posição, primeiro trocando de posições com o seu compatriota Raymond Horgnies, depois construindo uma vantagem que lhe permitiu chegar com natural tranquilidade à noite de Sintra, onde pode controlar perfeitamente os acontecimentos.

De salientar uma vez mais o grande sucesso que as duas passagens nocturnas pelos troços da Lagoa Azul/Peninha e Sintra constituíram, com milhares de pessoas a reviver os momentos gloriosos do Rally de Portugal naquela região, que ficou para sempre intimamente ligada à história da prova.

Nota de relevo para o melhor equipa portuguesa - Paulo Marques/João Martins - que esteve muito bem na ligação para Cascais, conseguindo chegar ao último lugar do pódio, por troca com Daniel Reuter e intrometendo-se no claro domínio dos pilotos belgas, com quatro nomes nos primeiros cinco classificados.

Classificação final: 1º Lareppe/Lambert (Opel Kadett GTE/, 480,5 pontos; 2º Horgnies/Hayez (Porsche 911), 554,7; 3º Marques/Martins (BMW 1600), 703,9; 4º Reuter/Vandevorst (Porsche 914/6), 713,5; 5º Delhez/Gully (Ford Escort), 801,6; 6º Cordeiro/Martins (Alfa Romeo 2000 GTV), 1013,2; 7º Otegui/Otegui (Audi Quattro), 1070,8; 8º Antunes/Serôdio (Audi Quattro), 1269,7; 9º Pereira/Albino (Renault 5 Turbo), 1507,7; 10º P. Grosso/Cordeiro (Ford Escort), 1533,8.

V Rally de Portugal Histórico

12 A 16 DE OUTUBRO 2010

Depois de uma equipa belga ter terminado em 2009 com a hegemonia dos pilotos nacionais no palmarés do Rally de Portugal Histórico, parece que o domínio das formações estrangeiras veio para ficar com a quinta edição da prova: desta vez foram os espanhóis Ricardo Alonso/Moises Alvarez (Ford Escort RS) a levarem a melhor sobre a concorrência, sendo os mais regulares ao longo das 44 provas de classificação.

Aliás, a superioridade das equipas que nos visitaram foi grande, monopolizando os lugares do pódio, com José Grosso a ser o melhor piloto português, na quinta posição, e apenas mais dois portugueses - João Vieira Borges e Cipriano Antunes - entraram nos dez primeiros.

Ricardo Alonso andou sempre muito bem e cimentou a sua vantagem na ligação entre Arganil e Viseu, conseguindo depois defender muito bem essa vantagem, apesar de ter perdido algum do seu avanço na derradeira fase da prova, mas acabando por conquistar uma vitória totalmente justa.

A principal ameaça de Alonso acabou por ser o ex-campeão europeu de regularidade, o belga Jose Lareppe, que terminou na segunda posição, a 60,4 pontos, depois de uma segunda etapa menos conseguida. O espanhol Marcos Adan acabou por assegurar o último lugar do pódio, devido sobretudo à sua elevada regularidade ao longo dos cinco dias de prova.

Classificação final:  1.º Ricardo Alonso/Moises Alvarez (Ford Escort RS), 1645,4 pontos; 2.º Jose Lareppe/ Joseph Lambert (Opel Kadett GTE), a 60,4pt; 3.º Marcos Adan/Gaspar Osorio (Porsche 911), a 82,4pt: 4.º Gustavo Martel/Nicolas Sanchez (Porsche 911 T), a 95,7pt; 5.º José Grosso/João Sismeiro (BMW 2002), a 112,5pt; 6.º Javier Ortega/Secundino Infiesta (Lancia Fulvia), a 146,7pt; 7.º João Vieira Borges/João Serôdio (BMW 635 CSi), a 224,2pt; 8.º Iñaki Presa/German Gonzalez (Ford Escort), a 284,5pt; 9.º Jhony Delhez/Eddy Gully (Ford Escort RS), a 327,7pt; 10.º Cipriano Antunes/Vicente Antunes (Audi quattro), a 594,5pt; etc.

IV Rally de Portugal Histórico

6 A 19 DE OUTUBRO 2009

O interesse das equipas em torno do Rally de Portugal Histórico continuou a aumentar e o número máximo de inscrições - 130 - quase foi atingido, com 128 formações a formalizarem a sua presença na prova, na sua esmagadora maioria estrangeiras: apenas 34 duplas nacionais face às 94 equipas vindas de vários pontos da Europa.

A um percurso já de si difícil juntou-se uma chuva que veio complicar a tarefa de pilotos e navegadores, sobretudo no primeiro dia da prova, elevando ainda mais o carácter competitivo do rali.

O domínio dos pilotos belgas foi evidente, ocupando as duas primeiras posições, numa edição que ficou marcada pela primeira vitória de uma equipa estrangeira.

Classificação final: 1º Raymond Horgnies/Christophe Hayez (Porsche 911), 775,9 pontos; 2º José Lareppe/Joseph Lambert (Opel Kadett GTE), 934,3 pt; 3º João Mexia Leitão/Nuno Machado (Porsche 911 Carrera), 1077,4; 4º Ricardo Alonso/Moises Alvarez (Ford Escort RS), 1085,2; 5º Reuter/Vandevoret (Porsche 914-6), 1104,9pt; etc.

III Rally de Portugal Histórico

8 A 12 DE OUTUBRO 2008

Com uma maioria de equipas estrangeiras entre os 115 inscritos – 62 face a 53 formações nacionais – a terceira edição do Rali de Portugal Histórico voltou a constituir uma óptima jornada de propaganda turística para o nosso País, com estradas e belezas naturais numa competição que a todos encantou.

Com base na experiência de sucesso das duas primeiras edições, o percurso teve uma extensão de 1690,02 Km e sendo o rali uma verdadeira prova de regularidade, foram disputadas 39 provas especiais de classificação, num total de cerca de 527,82 Km, sectores onde estiveram instalados mais de 250 controlos.

José Grosso-João Sismeiro (BMW 2002) foram os vencedores, conseguindo, deste modo, defenderem-se da melhor forma dos ataques dos seus principais adversários, mantendo uma vantagem amealhada no segundo dia e que se revelou preciosa para o desenvolver da prova.

Classificação final: 1º José Grosso/João Sismeiro (BMW 2002Tii), 434,8 pontos; 2º Aitor Peneda/Victor Garay (Alfa Romeo GTV 1750), a 437,4pt; 3º Nuno Rodrigues/Ana Queirós (BMW 2002), 460,7pt; 4º Jose Zarate/Diego Gonzalez (Porsche 911 Carrera), a 462,7pt; 5º Pedro Jerónimo/Carlos Hipólito (Porsche 911 Carrera), a 464,2pt; etc.

II Rally de Portugal Histórico

3 A 7 DE OUTUBRO 2007

De 90 para 120 concorrentes, tal foi a expressão do desejo de fazer o II Rali de Portugal Histórico.

Partindo de Braga para percorrer 1600 Kms, 38 provas de classificação e 280 controlos, os concorrentes tiveram pela frente uma prova mais difícil e competitiva, mas com idêntico espírito de convívio e mostrando que Portugal é muito mais que sol e praia.

Disputadíssima, só na última prova, o circuito da Marina de Cascais, foi encontrado o vencedor, com a curiosidade de a Porsche ter esperado até 2007 para inscrever o seu nome como vencedor de um Rali de Portugal.

Mais uma vez, a parte social e a beleza do percurso impressionaram os concorrentes que, no final, louvaram a segurança da prova e a qualidade da organização.

Classificação final: 1º Pedro Jerónimo/Carlos Hipólito (Porsche 911 Carrera), 625,4 pontos; 2º João Mexia Leitão/Nuno machado (Porsche 911), 634,3pt; 3º Verano Miguelangel/Moises Pestana (Opel Kadett), 646,7pt; 4º Gonzalo Rico-Avello/Secundino Suarez (Ford Escort MK1), 655,6; 5º Paulo Grosso/Susana Cordeiro (Ford escort), 759,5pt; etc  

I Rally de Portugal Histórico

4 A 8 DE OUTUBRO 2006

Para a sua primeira edição, o Automóvel Club de Portugal criou uma prova que tinha por objectivo não só a competição, mas o convívio e uma visão turística do País.

4 etapas, 1700 Km de percurso, 39 provas de regularidade e 240 controlos foi a ementa servida a 90 concorrentes que, após percorrerem as estradas da zona centro do país que ficaram na história de muitas das edições do Campeonato do Mundo, algumas com chuva e o nevoeiro, disputaram na Serra de Sintra, nos troços míticos desta região, a vitória na primeira edição histórica.

A mistura de competitividade, turismo e convívio social deixou em todos o desejo de voltar em 2007.

Classificação final: 1º Camilo Figueiredo/António Caldeira (Datsun 240Z), 524,15 pontos; 2º João Queiroz/Marta Queiroz (Porsche 924 Turbo), 567,94pt; 3º Nuno Rodrigues/Ana Queiroz (BMW 2002), 582,99pt; 4º Eric Van Peer/Joseph Lambert (BMW 2002), 641,15pt; 5º José Luís nunes/Sara nunes (Alfa romeo 2000 GTV), 653,49pt; etc.

Patrocínios
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